Quando
eu era moleque, no Sábado de Aleluia "malhava-se o judas". Era uma
tradição. Era uma distração. Chegava a ser divertido direcionar uma
violência abstrata contra um boneco.
Hoje, é tudo tão levado a ferro
e fogo, que deve haver os que acreditam que a brincadeira é uma ligação
com o satã; também os que consideram que as crianças ficariam
agressivas por causa da tradição; aqueles que colocariam a
responsabilidade dos desmandos do governo no presidente, por permitir
tal injustiça contra um ser inanimado; e aqueles que, simplesmente
ficariam reclamando, sem motivos, sem justificativa, sem razão.
Eu já fui mais tolo. E o mundo já foi menos chato.
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